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Title199563304 Darrel Bock Os Evangelhos Perdidos
TagsJesus Gospel Of Luke Early Christianity Irenaeus Gnosticism
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Table of Contents
                            EVANGELHOS
	PERDIDOS
		ARRELL L. BOCK
EVANGELHOS
	PERDIDOS
		DARRELL L. BOCK
			Sumário
			Prefácio
			Introdução
				Novas descobertas em Nag Hammadi
				Período 2: Os pais apostólicos e o surgimento de obras alternativas
				Período 3: Os apologistas e demais alternativas
				Resumo dos períodos
				Uma definição de gnosticismo
				Uma observação-chave
			CAPÍTULO 3
				Quatro visões da era e das raízes do gnosticismo
				CAPÍTULO 4
				CAPÍTU LO S
			CAPÍTULO 6
				Introdução à leitura
				No Evangelho de Tomé
				No Evangelho de Maria Madalena
				No Evangelho de Filipe
				No Evangelho da Verdade
				No Apócrifo de João
				Na Hipóstase dos Arcontes
				No Evangelho dos Egípcios
				No(s) Evangelho(s) de Bartolomeu
			CAPÍTULO 7
				Deus e a Criação nos materiais tradicionais
				No Novo Testamento
				Nos pais apostólicos
				Em Justino Mártir
			CAPÍTULO 8
				No Evangelho de Tomé
				No Evangelho de Filipe
				Em Ensinamentos de Silvano
				No Apocalipse de Pedro
				Em A Exposição Valentiniana
				No Evangelho dos Egípcios
				Em Sofia de Jesus Cristo
			CAPÍTUIfO 9
				Jesus nos materiais tradicionais
				§Nos pais apostólicos
				Em Justino Mártir
				Em Melito de Sardes
			CAPÍTULO 10
				O HOMEM NOS NOVOS MATERIAIS
				Em Pistis Sofia
				Na Carta a Rheginos (ou Tratado da Ressurreição)
				No Ensinamento de Silvano
				No Evangelho da Verdade
				Na Hipóstase dos Arcontes
			CAPÍTULO 11
				O homem nos materiais tradicionais
				Nos pais apostólicos
			CAPITULO 12
				A obra de Jesus nos novos materiais
				Em Carta a Rheginos (= Tratado da Ressurreição)
				Em Sofia de Jesus Cristo
				No Evangelho da Verdade
				Em Diálogo do Salvador
				No Evangelho de Filipe
				No Evangelho do Salvador
				No Tratado Tripartite
				Em Interpretação do Conhecimento
				A obra de Jesus nos materiais tradicionais
				Em Justino Mártir
			CAPÍTULO 14
				As contribuições
				As limitações da nova escola e a natureza da ortodoxia primitiva
			APÊNDICE 1
			APÊNDICE 2
			BIBLIOGRAFIA
                        
Document Text Contents
Page 1

OS

EVANGELHOS
PERDIDOS

A V E R D A D E P O R T R A S

D O S T E X T O S Q JJE N Ä O

E N T R A R A M N A B Í B L I A

ARRELL L. BOCK
RANDO 0 CÓDIGO OA V IN C I , B E S T - S E L L E R DO THE H E W YORK TIM ES

T h o m a s N e l s o n B r a s i l

Page 2

0 sucesso de O Código Da Vincí, de
Dan Brown, chamou a atenção para a

possibilidade de que a Igreja poderia estar
envolvida em uma conspiração para esconder que Jesus

havia se casado com Maria Madalena. Esta teoria é mais uma
das teses baseadas nos textos não-oficiais do Cristianism o,

encontrados em Nag Hammadi, no Egito, em 1945. Seis décadas
depois da descoberta destes manuscritos, a agitação em torno da

idéia -destes “novos evangelhos” continua viva e atual.

A análise desses textos descobertos no Egito tem levado
ao surgimento de perguntas revolucionárias sobre a fé cristã,

ta is como:

• Jesu s é realmente um salvador ou foi sim plesm ente
um sábio professor?

• A ortodoxia é um produto dos teólogos dos séculos III e IV?
• Jud as traiu Jesu s movido por um desejo m aligno

ou a pedido de Jesus?
• A sa lvação inclui o corpo fís ico ou apenas a alm a?

Mas será que esses questionamentos são válidos? Será que a história
cristã deveria ser reescrita por causa deles? Ainda mais importante,
será que a descoberta desses evangelhos deveria mudar a visão que

você tem de Jesus Cristo? São estas perguntas que Darrell L. Bock
responde neste livro.

T h o m a s N e l s o n B r a s il

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Silvano 98.18-28 trata da autoridade de Jesus. Lê-se o se­
guinte nessa passagem: “Seja agradável a Deus, e você não
precisará de mais ninguém. Viva com Cristo, e ele o salvará.
Pois ele é a verdadeira luz e o sol da vida. Pois assim como
o sol, que é visível, traz luz aos olhos da carne, do mesmo
modo Cristo ilumina toda mente e coração” (Robinson 2000,
4.315, 317; Robinson 1990, 387). Jesus atua como luz, dis­
ponível a todos, chamando ao entendimento.

Lemos sobre a natureza de Jesus: “De modo similar, Cristo
tem um único ser, e ele ilumina todos os lugares” (99.12-15).
Essa é uma clara afirmação de que Cristo é uma unidade em
sua pessoa. Sua luz se estende a todos os locais. As duas idéias
são diferentes de textos plenamente gnósticos, que separam
a pessoa de Jesus e nos quais a luz existe apenas para alguns
poucos. Silvano 100.13-29 traz uma idéia similar, declaran­
do que é difícil conhecer a Deus, mas ele é conhecível. Nos
versos 23 a 29, o autor ensina: “Você não pode conhecer a
Deus por meio de qualquer pessoa que não seja Cristo, que
tem a imagem do Pai, pois sua imagem revela a verdadeira
semelhança em correspondência àquilo que é revelado” (Ro­
binson 2000, 4.321). Silvano 101.22-24 continua: “Cristo é
Tudo, aquele que herdou tudo do Existente (Robinson 2000,
4.323; Robinson 1990, 388). Aqui, a autoridade de Jesus é
ampla. Cristo é também a brilhante luz imaculada (101.30).
Em 106.21-28, Cristo recebe uma série de títulos: Arvore da
Vida, Sabedoria, Palavra, Vida, Poder, Porta, Luz, o Anjo e o
Bom Pastor. A passagem de 108.30-32 exorta a que todos se
tornem como Deus, assim como Paulo se tornou semelhante
a Cristo. Silvano 109.10-11 declara que, onde Cristo está, o
pecado não age, enquanto 110.17-19 chama Cristo de “Deus
e mestre”. O verso prossegue, falando sobre a natureza de
Jesus: “Este, sendo Deus, tornou-se homem em nosso favor.”

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Silvano 111.13-20 levanta um clamor ao Rei para que
ouça as palavras do autor e conceda perdão. Mais adiante, o
texto afirma que este teve uma mão na criação e é a mão do
Pai (115.3-6). A obra encerra-se num louvor a “Jesus Cristo,
Filho de Deus, Salvador, Maravilha Extraordinária” (118.8;
Robinson 2000, 4.369; Robinson 1990, 395).

Esta obra tem as marcas de um texto tradicional. Jesus tem
duas naturezas, humana e divina. Ele tem um relacionamento
bastante claro e singular com Deus, e é Criador com plena
autoridade.

No Apocalipse de Pedro

Esta obra de Nag Hammadi não é a obra conhecida dos
Pais da Igreja que existe hoje em etíope. O Apocalipse consiste
de visões de Pedro com interpretações do Salvador. Discute-se
se são duas ou três visões, porque a segunda visão, um longo
discurso, às vezes é vista como uma explicação da primeira vi­
são. Os assuntos são a morte de Jesus e um debate sobre o que
sua morte envolveu. Esta obra defende uma visão docetista
da morte de Cristo e é dualista (Introdução de Desjardins em
Robinson 2000, 4.201-14). Desjardins data esse documento
em qualquer lugar entre 150 d.C. e 250 d.C., embora a maio­
ria acredite que a obra seja do século III.

Em contraste ao retrato de Jesus em Silvano, a apresentação
aqui é bastante complexa. Esta obra apresenta uma visão petrina
da paixão. Jesus tem uma variedade de formas. Primeiramente,
Jesus é o Espírito intelectual cheio de luz radiante (83.8-10).
Segundo, ele é servo, o Jesus vivo, o corpo incorpóreo do Salva­
dor (81.15-18). A carne de Jesus é uma terceira forma (81.18­
24). Ele também é o Pleroma intelectual do Salvador, que se
assemelha ao Jesus vivo e está cheio do Espírito (82.4-9).

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