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ENERGIA SOLAR

FOTOVOLTAICA:

ASPECTOS SOCIAIS,

TÉCNICOS E POLÍTICOS

Prof. Dr. Rafael Amaral Shayani

Outubro de 2011

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precursora quanto aos pagamentos por kWh gerado. Contanto que tais pagamentos sejam

altos o bastante e sejam garantidos por um período suficientemente longo, eles terão um

efeito similar ao do sistema de preços.

. Eles produzem um crescimento mais uniforme do que a súbita

redução do imposto de renda. Descontos e pagamentos por si só não são suficientes para

estimular o mercado. Descontos e pagamentos também devem estar relacionados à energia

total gerada.

Argumentou-se que a questão financeira, mais do que a inovação tecnológica, conduz à

queda da curva de custos para as fontes renováveis de energia. Na Alemanha empréstimos

bancários a juros baixos e de longo prazo são refinanciados pelo governo federal.

.

Empréstimos para fontes renováveis de energia são plausíveis se os pagamentos mensais

desses empréstimos forem comparáveis às despesas mensais atuais em velas, querosene e

aparelhos domésticos.

Sem tais financiamentos, apenas de 2 a 5% da população da República Dominicana, Índia,

Indonésia e África do Sul poderiam ter acesso à energia moderna, enquanto este percentual

seria de 50% com empréstimos apropriados. Isso corresponde a um aumento de dez vezes,

pelo menos. Tais empréstimos tendem a ser específicos de cada país e cultura.

Os pagamentos ou créditos antecipados parcelados, coordenados pelo fornecedor,

normalmente não têm nenhuma garantia de qualidade do produto. Não se pode contar com

prestações mensais regulares em dinheiro em comunidades agrícolas ou de pesca onde a

renda é sazonal. O sistema de taxa de serviço coordenado por concessionárias indicadas

pelo governo na África do Sul recebeu uma reação variada do governo.

Em meados dos anos 90, 250 a 300 bilhões de dólares em subsídios eram pagos a cada ano

para financiar o uso dos combustíveis fósseis e da energia nuclear em todo o mundo.

. Surpreendentemente, de 80 a

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90% dos subsídios globais que financiam os combustíveis fósseis e a energia nuclear são

pagos pelos países em desenvolvimento. Os países que menos podem permitir-se a fazer

isso assim mantêm o preço da sua energia artificialmente abaixo dos custos reais de

produção e distribuição.

Oito países em desenvolvimento, que respondem por um quarto do uso de energia do

mundo, pagam subsídios de US$ 257 bilhões aos combustíveis fósseis, o que corresponde

a 11% da sua produção econômica combinada. Mesmo pequenos subsídios para derivados

do petróleo em países em desenvolvimento podem enviar sinais errôneos e direcionar

nações para caminhos energéticos não sustentáveis, consequentemente sendo uma

armadilha para os mais pobres.

.

Os países em desenvolvimento gastam 20 bilhões de dólares por ano em lâmpadas de

querosene altamente perigosas, velas e baterias. Do diesel transportado para regiões

remotas, de dois terços a três quartos é gasto em transporte. Planeja-se gastar de 50 a 60

bilhões de dólares em subsídios a projetos de geração de energia nos países em
desenvolvimento até 2030. Mesmo que todos os subsídios aos combustíveis fósseis fossem

suspensos imediatamente, a inércia dos subsídios governamentais na infraestrutura

existente ainda tende em direção à energia nuclear e aos combustíveis fósseis. Na maioria

das vezes, a melhor política seria canalizar recursos para a eficiência energética,

conservação de energia e fontes renováveis de energia.

Os governos dos países em desenvolvimento são grandes consumidores de energia, através

dos seus prédios, veículos, sistemas de transporte, forças armadas e infraestrutura

energeticamente ineficientes. Por isso,

."

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