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Oráculo número 91 das Sagradas Escrituras de Ifá Irosu Wori.

Este Odu fala sobre não haver alegria , paz ou ganho genuíno vindo dos
malfeitores. Dificuldades e mudanças fazem parte do processo de
crescimento e sabedoria.
Observação para o ocidente: o consulente necessita focalizar finalidades e
desejos em longo prazo e não gratificações de curta duração.

Mensagem do Odu

Deixe que as coisas sejam feitas com alegria. Aqueles que desejam ir podem
ir. Aqueles que desejam retornar podem retornar. Definitivamente os seres
humanos foram escolhidos para trazer boa fortuna para o mundo.
Onisciência, que é o divinador de Orunmila, divinou Ifá para Orunmila, e
revelou que os seres humanos viriam e pediriam a ele para tratar de um
probleminha particular. Ele foi avisado para oferecer um sacrifício de peixes
e duzentos punhadinhos de fubá, Orunmila escutou o conselho e realizou o
sacrifício.

Um dia, todos os tipos de pessoas, incluindo os ladrões e outros malfeitores,
reuniram-se e foram a Orunmila lamentar que estavam cansados de ir e
voltar a terra, Orunmila por favor deixa-nos refugiar no céu.

Orunmila disse eles não poderiam evitar ir e voltar da terra para a terra até
que estivessem alcançados a boa posição que Odudua tinha ordenado para
cada indivíduo, somente eles poderiam residir no céu. Eles perguntaram? O
que é a boa posição? Orunmila pediu a eles para confessarem a ignorância
deles. Eles disseram nós somos ignorantes e gostaríamos de receber
conhecimento de Olodumare (Oluwa)

Orunmila disse: a boa posição é o mundo. Um mundo no qual haveria pleno
reconhecimento de todas as coisas, alegria em toda parte, vida sem
ansiedade ou medo dos inimigos, de ataques de cobras ou de outros animais
perigosos. Sem medo da morte, da doença das bruxas e de exu. Sem perigo
de acidentes de água ou de fogo. Sem medo de miséria ou pobreza. Por
causa de seu poder interior de seu bom caráter e sabedoria. Quando você
pára de roubar, por causa da privação que o proprietário sofre, e por causa
da desgraça com que este comportamento é tratado na presença de
Odudua, e de outros espíritos bons existentes no céu, os quais são sempre
amigáveis e tão somente nos desejam o bem. Estas forças podem voltar
suas coisas a você e permitir que você retorne para a escuridão do mundo.
Ponha na cabeça que você não recebe quaisquer favores e que tudo o que é
roubado será devolvido. Todos os maus atos têm suas repercussões. Para
cada um individualmente o que será necessário para alcançar a boa posição
é sabedoria que pode ser adequadamente governar o mundo como um todo,
sacrificar ou cultivar o hábito de fazer o bem aos pobres ou aqueles que
necessitam de sua ajuda, desejar fazer acréscimo a prosperidade do mundo
ao invés de destrui-lo. As pessoas continuarão a ir ara o céu e retornar a
terra após a morte, até que cada um alcance a boa posição. Há uma

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quantidade de boas coisas no céu que ainda não são acessíveis na terra, e
serão obtidas na ocasião apropriada.
Quando todos os filhos de Odudua estão reunidos, aqueles escolhidos para
transmitir boas coisas ao mundo são chamados Eniyan ou seja “Seres
Humanos”

Exú Oro

Exu oro é o responsável pela transmissão do poder através da fala. Ele é
quem dá os sacerdotes o poder de acionar as forças espirituais através das
evocações sagradas: preces, encantações, cânticos. Existem algumas
palavras de grande asé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes não se
conhece a tradução. Elas funcionam como códigos para abrir certos portais
do mundo invisível, acionando o poder para transformar nossas vidas.
Somente Exú Oro conhece estes segredos e somente ele pode dar a
autorização necessária para entrarmos nestes mistérios.

Oriki: Exú Oro ma ni ko. Exu Oro ma já ko. Exú Oro l’ohun tire sile.

Tradução: O divino mensageiro do poder da palavra causa
confronto. O divino mensageiro do poder da palavra tem a voz do
poder. O divino mensageiro do poder da palavra tem uma voz que
ressoa por todo o universo. Que assim seja (asé)

Exú Opin

É o exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local
como sagrado. É ele quem faz a demarcação dos limites que separam o
espaço sacralizado do espaço comum. Se fazemos uma construção qualquer
e nela queremos instalar os nossos assentamentos de Orisás, além de
evocar o exu do nosso caminho pessoal será necessário pedir a Exú Opin
que aceite uma oferenda para consagrar o lugar. A partir daí aquele local
deve passar a ser usado exclusivamente para fins religiosos e deve haver
uma separação bem nítida entre o espaço e o espaço livre para a circulação.
No caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é
aconselhável por sobre uma esteira e se possível cercar em volta com uma
outra esteira. Sempre pedindo a Exú Opin para sacralizar o ambiente, não
importa a localização ou tamanho. Isto é válido, também para os ambientes
ritualísticos estabelecidos ao ar livre.

Oriki: ajibike, owuruija s’ogun, isele, afaja b’Orun be enia aboli
gbofo gb’aroye. A bi etii luy kA bi ajere. O soro l’uno o see loni
Sango o gbodo pe t’Exu o si si. Oya o gbodo pe t’ Exu o si si. Omolu
o gbodo pe t’Exu o si si. Oxum o gbodo PE t’Exu o si si. Ifá o gbodo
ppe t’Exu o si si. Exú Opin. Oboongbo ki gbongbo. Ajiboke owuru já
s’Ogum Exú ma Xe mi o. ajibike ma Xe mi o. exu ma Xe mi o, Mo
rubo Exu opin o. asé.

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Procedimento:

Colocar o oberó na frente da pessoa, cobri-la com o morim branco, ascender
o defumador, passar o milho com o amendoim sobre a pessoa, ir colocando e
arrumando dentro do oberó. Quando terminar de passar tudo tire o morim e
cubra o oberó com o ebó que sairá para o mato. A pessoa segue para o
quarto de banho e toma um abo (banho) de tapete, saião, manjericão,
macaçá, folha da goiabeira e abre caminho) as demais obrigações seguem
seu curso normal de acordo com o asé e determinação do zelador.

OGUM JÁ

Esta qualidade de Ogum veste branco, suas contas são em azul marinho,
sendo o delogum e kelê dos seus filhos, fechados com firmas de Yemonja e
Oxalá. Por ser um Ogum muito quente e vibrante procura-se tratá-lo mais
para o lado do azeite doce, água de acaçá e ebô.

No momento da iniciação cobrir o Yao com broto de mariwo, sempre no
sentido de apaziguar Ogum, amenizar a ira, visto que esta é sua energia
constante.
Sua ferramenta no iba tem o formato de uma chapéu ( carrossel), com
correntes e pingentes miniaturas das ferramentas que usamos na lavoura,
estradas, ferrovias etc...
Deve se assentar Yemonja, Osun e Oxaguiã além dos outros detalhes que
cada Babalorisa observa em seu jogo.
Ogum já sabemos que sua comida votiva de melhor agrado é o cachorro na
Africa.
Observação.
Aqui no Brasil quando o Yaõ entra para obrigação pode solicitar que o
mesmo leve um cachorrinho que o acompanhará todo o período de sua
obrigação, e quando ogum vai comer troca pelo bode, e este cachorrinho
será criado pelo Yaô até o fim.

OGUM ALAKORO

Este ogum junto com Ogum Alará sustentam as armas em defesa do seu
reino de Oxalá. Estes oguns não são comuns para feitura de Yaô, eles são
reverenciados e utilizados nos assentos de guardiões de casa de candomblé,
principalmente para as casas de oxalá.
Porém se por qualquer circunstância tiver que raspá-lo note bem os
seguimentos:
Vestem branca, suas contas são azul marinho, seus imbosses, são da cor
branca, come azeite doce, suas ferramentas são cromadas de branco. Sua
comida votiva são o feijão preto, o fradinho, o inhame cara, o milho com mel,
o acaçá etc...

Seu ebó principal:

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